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domingo, 22 de abril de 2012

Relacionamentos meia boca



Quem é viva sempre aparece né, por isso estou aqui pra falar sobre os relacionamentos de ‘hoje’, segundo o Wikipédia, um relacionamento é quando as pessoas se comunicam bem. Bom ultimamente tenho visto que parece que a maioria dos homens tem medo das mulheres, talvez seja por elas se sentirem mais independentes, mais soltas, abertas a um relacionamento sem joguinhos pra saber quem “ama” mais. Mas apesar dessa autonomia elas se sentem inseguras ainda porque os homens são confusos.

Hoje a mulher consegue falar mais abertamente sobre SEKSU, nas suas mais variadas formas e posições de sentir prazer, o homem parece que se sente coagido num canto por causa disso porque seu sentimento machista não admite que  as coisas mudaram (HELLO).

Os homens que tenho conversado ultimamente não sabem o que querem, só sabem que querem/precisam ter sempre alguém pra comer, mas sem se interessar pelas qualidades que esse alguém possa possuir e acrescentar na sua medíocre (medíocre de médio, de satisfação com que o que tem) vida.

E nós? Será que devemos aceitar que é o que tem pra hoje, acho que não, temos potenciais para serem reconhecidos. Acho também que a mulher tem aceitado “qualquer coisa”, às vezes por não querer ficar sozinha, se liga menina, você tem que se sentir bem com seu parceiro, tem que se sentir completa e principalmente (sem clichê) única, portanto se o carinha não tá te tratando assim, repense se seu RELACIONAMENTO MEIA BOCA está valendo a pena.

Beaj delícias.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Amor obsessivo


Coloquei um trecho do texto de Marcos Ribeiro* publicado na revista CARAS, desta semana (Ed. 952 - ANO 19 - No 05). Achei bem legal, algumas pessoas precisam aprender um pouco sobre amor obsessivo. Deliciem-se e levem para suas vidas pessoas obsessivas.

O amor obsessivo sufoca, aprisiona e destrói qualquer relacionamento.

Por mais que amemos uma pessoa, todos nós necessitamos de espaço para respirar, de um tempo com os amigos, com os familiares e até mesmo de solidão. O grude excessivo tanto oprime como angustia. Em geral está associado a muita carência e baixa autoestima. É uma doença que impede o desenvolvimento de relações amorosas saudáveis e, portanto, necessita de tratamento.

Quem traz dentro si uma obsessão dessas carrega também em sua estrutura psicológica imensa carência e baixa autoestima, que se traduzem naquele “não sei o que será de mim sem você!”.
Para sobreviver, a pessoa se agarra ao seu sentimento com unhas e dentes e até esquece o amor do outro, porque o seu é tão cego que absorve a relação por completo. Apegado às suas fantasias, o amante obsessivo nega o fato de que diante de si tem uma outra pessoa, com seus desejos e escolhas, que não precisa da sua presença em tudo, que necessita respirar, ter seus momentos de solidão, ou com amigos, e que não pode absorver todo esse amor como uma esponja mergulhada na água.

Como seria possível construir uma relação com uma base dessas? No fundo, os dois perdem: quem ama obsessivamente, porque deixa de aproveitar os prazeres e o amor da relação, já que está sempre preocupado em controlar e ansioso pelo medo de ser abandonado. E, quem é amado, por não usufruir a relação e por se sentir sempre sufocado, vigiado, sem liberdade até para um bate-papo com os amigos ou para curtir aqueles momentos de solidão tão importantes para todos nós. Sem esse espaço, o aprisionado começa aos poucos a se afastar, o que é o oposto do que o outro deseja e espera. Aí, é o começo do fim da relação.

O que fazer, então? Procurar uma terapia. É comum que pessoas assim tenham sido rejeitadas pelos pais na infância ou por parceiros em relações anteriores. Elas levam o medo de rejeição para outros relacionamentos e precisam ter consciência disso.

Precisam perceber também que o amor e a felicidade estão dentro de cada um de nós, não no outro, que a pessoa amada não pode ser o alicerce da sua existência e não será a única capaz de realizar seus sonhos ou preencher os vazios da sua vida. Quando se tem esse tipo de expectativa, a relação só pode dar errado, porque ninguém sadio na vida psíquica consegue viver com a obsessão alheia por muito tempo, precisa voar para poder voltar e, se quiser, ficar.


*Marcos Ribeiro é professor e consultor em educação sexual no Rio de Janeiro, é autor de Adolescente: Um Bate-Papo sobre Sexo (Ed. Moderna), Conversando com seu Filho sobre Sexo (Ed. Academia) e Conversando som seu Filho Adolescente sobre Sexo (Ed. Academia). Site: www.modernaliteratura.com.br/infantismarcosribeiro