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domingo, 1 de abril de 2012

Para Sempre



“Sou cabôco do sertão, só tenho amor no coração pra oferecer, a natureza é minha casa, vida viver, tudo pra eu e ocê”, assim era a pessoa que em três meses me fez ver o quanto o dinheiro faz uma pessoa sofrer e mesmo assim continuava feliz por ter os amigos ao seu redor. Simplicidade era seu sobrenome, pagode seu momento preferido, e eu poxa, eu sou uma pessoa que sempre gostei do melhor e não gosto nem um pouco de pagode, então porque namorar uma pessoa que era totalmente oposta a mim? Justamente porque eu sabia que ele tinha muito a me ensinar, era uma pessoa que ria, brincava e adorava estar rodeado pelos amigos, enfim, pelas pessoas que ele amava que tenho certeza que o amavam também. Era uma pessoa espiritualizada, amiga, prestativa, às vezes era difícil lidar com seu gênio forte, com sua teimosia, mas tudo se contornava com muita conversa.

Douglas eu queria fugir dessa data que tanto me fez chorar, só eu sei o quanto está sendo difícil escrever essas palavras. Durante esse ano que se passou eu tentei fugir, tentei esquecer, tentei negar, me isolar, eu senti raiva, me perguntei e perguntei a Deus o porquê, me senti culpada por não ter dado a atenção que você merecia, mas aceitar, sinto muito, eu não consigo. Durante esse ano não teve um dia que não me lembrei de você, do seu sorriso e do modo como falava comigo, eu acho que nunca fui tão amada, tão querida por homem como eu fui por você, obrigada por todos os momentos que vivemos juntos, vou te amar para sempre. 

É muito complicado para superar, mas agradeço a todas as pessoas que estiveram do meu lado, principalmente a minha família e meus amigos, se não fossem vocês eu não sei o que seria de mim. Obrigada de coração.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Amor obsessivo


Coloquei um trecho do texto de Marcos Ribeiro* publicado na revista CARAS, desta semana (Ed. 952 - ANO 19 - No 05). Achei bem legal, algumas pessoas precisam aprender um pouco sobre amor obsessivo. Deliciem-se e levem para suas vidas pessoas obsessivas.

O amor obsessivo sufoca, aprisiona e destrói qualquer relacionamento.

Por mais que amemos uma pessoa, todos nós necessitamos de espaço para respirar, de um tempo com os amigos, com os familiares e até mesmo de solidão. O grude excessivo tanto oprime como angustia. Em geral está associado a muita carência e baixa autoestima. É uma doença que impede o desenvolvimento de relações amorosas saudáveis e, portanto, necessita de tratamento.

Quem traz dentro si uma obsessão dessas carrega também em sua estrutura psicológica imensa carência e baixa autoestima, que se traduzem naquele “não sei o que será de mim sem você!”.
Para sobreviver, a pessoa se agarra ao seu sentimento com unhas e dentes e até esquece o amor do outro, porque o seu é tão cego que absorve a relação por completo. Apegado às suas fantasias, o amante obsessivo nega o fato de que diante de si tem uma outra pessoa, com seus desejos e escolhas, que não precisa da sua presença em tudo, que necessita respirar, ter seus momentos de solidão, ou com amigos, e que não pode absorver todo esse amor como uma esponja mergulhada na água.

Como seria possível construir uma relação com uma base dessas? No fundo, os dois perdem: quem ama obsessivamente, porque deixa de aproveitar os prazeres e o amor da relação, já que está sempre preocupado em controlar e ansioso pelo medo de ser abandonado. E, quem é amado, por não usufruir a relação e por se sentir sempre sufocado, vigiado, sem liberdade até para um bate-papo com os amigos ou para curtir aqueles momentos de solidão tão importantes para todos nós. Sem esse espaço, o aprisionado começa aos poucos a se afastar, o que é o oposto do que o outro deseja e espera. Aí, é o começo do fim da relação.

O que fazer, então? Procurar uma terapia. É comum que pessoas assim tenham sido rejeitadas pelos pais na infância ou por parceiros em relações anteriores. Elas levam o medo de rejeição para outros relacionamentos e precisam ter consciência disso.

Precisam perceber também que o amor e a felicidade estão dentro de cada um de nós, não no outro, que a pessoa amada não pode ser o alicerce da sua existência e não será a única capaz de realizar seus sonhos ou preencher os vazios da sua vida. Quando se tem esse tipo de expectativa, a relação só pode dar errado, porque ninguém sadio na vida psíquica consegue viver com a obsessão alheia por muito tempo, precisa voar para poder voltar e, se quiser, ficar.


*Marcos Ribeiro é professor e consultor em educação sexual no Rio de Janeiro, é autor de Adolescente: Um Bate-Papo sobre Sexo (Ed. Moderna), Conversando com seu Filho sobre Sexo (Ed. Academia) e Conversando som seu Filho Adolescente sobre Sexo (Ed. Academia). Site: www.modernaliteratura.com.br/infantismarcosribeiro

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Amor ou amizade?

É tão bom quando você conhece alguém que se sente a vontade para conversar, para desabafar, compartilhar sentimentos, enfim, falar sobre o que tem vontade e também ouvir/ler o que a outra pessoa tem para lhe confidenciar. O problema é quando um, ou os dois, mistura/confunde o que está sentindo por aquela pessoa. Eu mesma tenho um carma para esse tipo de situação, já tive vários amigos (e continuo tendo, nossa como sou modesta né, mas como disse, isso é realmente constante) que terminaram se apaixonando ou achando que estavam apaixonados por mim. Daí o que fazer?

Bom, nos tempos que eu frequentava o bate-papo do UOL (ah vem dizer que você nunca deu uma entradinha lá, haha ta bom!!), conheci várias pessoas, algumas até hoje eu tenho contato. O esquema era, conheceu no bate-papo, viu que tinha um papo legal e tals, então vamo conversar no MSN, aí pronto, eram horas de conversas, risadas até que, vamo se encontrar (não faça isso em casa). O cara era gente boa pra caramba, a gente já estava conversando há algum tempo então resolvemos nos encontrar (HOJE eu não teria coragem de fazer isso), combinamos de ele ir à minha casa, ele foi, finalmente nos conhecemos, era meio estranho, já que eu só tinha o visto na tela do computador. Do meio pro fim ele quis ficar comigo, apesar de não ser aquela a minha intenção, eu fiquei. Ele era um cara super gente boa (dei sorte que não era um estuprador pervertido), era gentil, inteligente, tinha tudo para namorá-lo, mas eu não conseguia vê-lo com outros olhos que não fosse de amizade. Ficamos por uns dias e tive que falar pra ele que não dava certo, com o coração partido, mas enfim.

Essa mesma situação aconteceu comigo um tempo depois, conheci o cara no pré-vestibular, ele virou um super amigo, acabamos ficando e adivinhem? Ele se apaixonou, ele queria algo sério e tals, aí tive que dizer que íamos ficar só na amizade, mais uma vez com o coração partido.

Em ambos os casos eles se afastaram por um tempo, foi o melhor a fazer. Hoje, mesmo com nossas vidas totalmente diferente da época, nos falamos quando podemos, sinto que ainda esperam por uma chance. O fato é que eu meio que perdi dois grandes amigos, pessoas que gosto pra caramba e sempre vão ficar guardadas no meu coração (essa foi melosa viu, mas é verdade).

Delícias, se quiserem que eu conte suas histórias aqui no BLUÓG, mande para o meu e-mail marilia-andrade@hotmail.com ou fale comigo no facebook ou ainda no twitter @mariliaandrade. Espero ansiosamente pelas histórias de vocês. Bjinhos